Quando o oprimido se torna opressor - a realidade das manifestações
O Feed de notícias da minha página no Facebook obedece a ordem da comoção nacional: "Vem pra rua", "O Gigante acordou", "Não é sobre R$ 0,20", dentre outros slogans que marcam este momento que o país atravessa. As pessoas não estão mais postando fotos de comida, de viagens ou cachorrinhos que desejam um "bom dia". O Feed mostra sede por justiça social.
Tenho certeza que essa manifestação ganhou e te ganhado força através das redes sociais.
A rede social, aparentemente, é democrática, as pessoas possuem liberdade para expressarem-se livremente, receberem críticas e recalques, basta um clique e denunciamos sites e conteúdos impróprios de acordo com a opinião de cada um. Não apresentam-se como "aparelhos ideológicos do Estado", como a rede globo de televisão, a qual percebo particularmente, uma manipulação da opinião pública nacional.
E, é nesse ambiente democrático e, de certa forma, livre, das redes, que o Manifesto Nacional tomou forma e um volume homérico.
Investigando as raízes do movimento, percebi intenções puras de corações ardentes por justiça. Pude acompanhar pelo youtube a entrevista com dois representantes do Projeto "Passe livre". http://www.youtube.com/watch?v=BYASRwXiQ4g
A princípio fiquei surpresa por serem dois militantes tão jovens. Amadurecidos por 8 anos de militância, cientes de muitos assuntos, mas sinto que não amadurecidos a ponto de lidarem com a proporção que tomou o movimento. Na entrevista os representantes defendem que o movimento está puramente preocupado com a questão do transporte, mas a minha percepção pessoal vê essa questão nacional, na verdade, como a voz da população exigindo melhor distribuição da renda para atender as necessidades básicas da nação, quer o fim da corrupção, quer respeito. E é nesse ponto que o cuidado precisa existir. Se não há foco e objetivo claro de intenções e problemas a serem solucionados, os problemas se perpetuarão e o movimento só será um "Caos Social". Eu acredito que para chegar num lugar distante, é preciso dar um passo após o outro.
E os resultados desse caos social, será somente a destruição, de patrimônios públicos, privados, destruição de vida. Hoje mesmo pude assistir pelo Youtube uma morte que ocorreu em Ribeirão Preto, tenho aqui a reportagem feita pela revista Exame:http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/manifestacao-deixa-uma-pessoa-morta-em-ribeirao-preto. O motorista perdeu a paciência com os manifestantes que também perderam a paciência com o motorista que queria passar no meio da manifestação. No início o vídeo mostra os manifestantes gritando "Sem violência", então o motorista começou a recuar. Enquanto ele recuava, todos começaram a ficar "corajosos" pela quantidade de pessoas e começaram a gritar "Filho da Puta! Filho da Puta". E foi esse o estopim para o motorista preso no congestionamento de pessoas. Ele atropelou 12 pessoas. das quais um jovem de 20 anos veio a óbito.
Uma questão que eu levanto é: "será que a intenção desses manifestantes estava tão clara assim?"
Vemos muitos compartilhamentos de "Manifestação sem violência", mas será mesmo que os manifestantes que estão nas ruas então Plenamente Cônscios do "PORQUÊ" de estarem marchando nas ruas. Às vezes percebo que existe um "prestígio" pessoal, um "orgulho improdutivo" em dizer "EU VOU PRA RUA"! Mas será mesmo que existe pleno discernimento do que está acontecendo, ou é somente uma vontade de "participar disso tudo, porque eu não gosto de como o país está?" Ou algum outro motivo pior: "porque quer publicar no seu perfil um foto na manifestação com a tag:"Eu fui e você?". Isso sim, é desvalorizar o Ato. Desta forma, não questiono a validade da manifestação, mas eu questiono o comprometimento e consciência dos manifestantes.
Digo isso, porque concluo que, se lutamos por uma sociedade mais humanizadora, na qual a população oprimida lute contra os opressores, essa luta se faz na base da humanização do outro. Tratar de maneira humana o outro. Não é com violência que lutamos pela paz. Assim como não é oprimindo as pessoas (depredando bens públicos s particulares) que conseguiremos uma sociedade mais humanizada, mais igualitária, mais justa. Não entenda a manifestação de maneira superficial, entenda de maneira completa, leia a sua pauta de reivindicação, então, consciente do que está fazendo vá para a rua, ou fique em casa, tire suas próprias conclusões, mas "pelamor", não seja "embalista" de movimento social. Um movimento feito por pessoas assim, só gera frutos de perdas e caos, oprime o país. Não se torne o opressor.
Tenho certeza que essa manifestação ganhou e te ganhado força através das redes sociais.
A rede social, aparentemente, é democrática, as pessoas possuem liberdade para expressarem-se livremente, receberem críticas e recalques, basta um clique e denunciamos sites e conteúdos impróprios de acordo com a opinião de cada um. Não apresentam-se como "aparelhos ideológicos do Estado", como a rede globo de televisão, a qual percebo particularmente, uma manipulação da opinião pública nacional.
E, é nesse ambiente democrático e, de certa forma, livre, das redes, que o Manifesto Nacional tomou forma e um volume homérico.
Investigando as raízes do movimento, percebi intenções puras de corações ardentes por justiça. Pude acompanhar pelo youtube a entrevista com dois representantes do Projeto "Passe livre". http://www.youtube.com/watch?v=BYASRwXiQ4g
A princípio fiquei surpresa por serem dois militantes tão jovens. Amadurecidos por 8 anos de militância, cientes de muitos assuntos, mas sinto que não amadurecidos a ponto de lidarem com a proporção que tomou o movimento. Na entrevista os representantes defendem que o movimento está puramente preocupado com a questão do transporte, mas a minha percepção pessoal vê essa questão nacional, na verdade, como a voz da população exigindo melhor distribuição da renda para atender as necessidades básicas da nação, quer o fim da corrupção, quer respeito. E é nesse ponto que o cuidado precisa existir. Se não há foco e objetivo claro de intenções e problemas a serem solucionados, os problemas se perpetuarão e o movimento só será um "Caos Social". Eu acredito que para chegar num lugar distante, é preciso dar um passo após o outro.
E os resultados desse caos social, será somente a destruição, de patrimônios públicos, privados, destruição de vida. Hoje mesmo pude assistir pelo Youtube uma morte que ocorreu em Ribeirão Preto, tenho aqui a reportagem feita pela revista Exame:http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/manifestacao-deixa-uma-pessoa-morta-em-ribeirao-preto. O motorista perdeu a paciência com os manifestantes que também perderam a paciência com o motorista que queria passar no meio da manifestação. No início o vídeo mostra os manifestantes gritando "Sem violência", então o motorista começou a recuar. Enquanto ele recuava, todos começaram a ficar "corajosos" pela quantidade de pessoas e começaram a gritar "Filho da Puta! Filho da Puta". E foi esse o estopim para o motorista preso no congestionamento de pessoas. Ele atropelou 12 pessoas. das quais um jovem de 20 anos veio a óbito.
Uma questão que eu levanto é: "será que a intenção desses manifestantes estava tão clara assim?"
Vemos muitos compartilhamentos de "Manifestação sem violência", mas será mesmo que os manifestantes que estão nas ruas então Plenamente Cônscios do "PORQUÊ" de estarem marchando nas ruas. Às vezes percebo que existe um "prestígio" pessoal, um "orgulho improdutivo" em dizer "EU VOU PRA RUA"! Mas será mesmo que existe pleno discernimento do que está acontecendo, ou é somente uma vontade de "participar disso tudo, porque eu não gosto de como o país está?" Ou algum outro motivo pior: "porque quer publicar no seu perfil um foto na manifestação com a tag:"Eu fui e você?". Isso sim, é desvalorizar o Ato. Desta forma, não questiono a validade da manifestação, mas eu questiono o comprometimento e consciência dos manifestantes.
Digo isso, porque concluo que, se lutamos por uma sociedade mais humanizadora, na qual a população oprimida lute contra os opressores, essa luta se faz na base da humanização do outro. Tratar de maneira humana o outro. Não é com violência que lutamos pela paz. Assim como não é oprimindo as pessoas (depredando bens públicos s particulares) que conseguiremos uma sociedade mais humanizada, mais igualitária, mais justa. Não entenda a manifestação de maneira superficial, entenda de maneira completa, leia a sua pauta de reivindicação, então, consciente do que está fazendo vá para a rua, ou fique em casa, tire suas próprias conclusões, mas "pelamor", não seja "embalista" de movimento social. Um movimento feito por pessoas assim, só gera frutos de perdas e caos, oprime o país. Não se torne o opressor.
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