Rosto: reflexo do coração
Penso que o segredo de pessoas sadias de mente e emoções, está na transparência de uma alma que sabe compartilhar a humanidade.
Vivemos numa realidade muito camuflada, que vive em função de aparentar a perfeição.
As pessoas deveriam viver além dos clichês sociais, haveria muito menos terapias no mundo.
Nada contra terapeutas, mas tudo a favor se a terapia fosse abolida com a potencialização da Qualidade de vida das pessoas através de relações sociais saudáveis.
O que eu chamo de relações sociais saudáveis aqui não é a ilusão da intimidade das redes sociais (facebook, orkut), mas de ser conhecido por inteiro e não ter medo de conhecer os outros.
Eu, particularmente, aprecio o facebook. Gosto de postar fotos e comentários, frases engraçadas, insights em frases importantes para a reflexão nos rumos de vida.
Mas, sei que meus amigos não são os 404.
Os 404 são rostos conhecidos. Alguns que somente atravessaram uma rua da vida comigo, mas que nunca tive a oportunidade de criar laços, de compartilhar vida.
Amigos, que tornam a vida mais completa conto nos dedos. Atualmente, nos dedos de uma mão.
Aqueles que definitivamente compartilham dores, alegrias, sonhos e esperanças comigo.
Gosto de amigos para me divertir e rir de bobeiras várias, mas, posso acreditar, sem erro, que verdadeiros relacionamentos (fraternais ou relacionamentos em geral) resistem à prova do fogo (brigas, discussões, gritos, choro, prantos,angústias, medos e dúvidas) porque onde há isso tudo há pessoas inteiras. Pessoas que são o que são e, mesmo assim, aceitas e amadas.
Na dissimulação, a alma adoece, porque ser o que não se é maltrata a alma. Se utilizamos da dissimulação para receber a aceitação do outro, isso não é relacionamento.
O relacionamento nasce na verdade de alma, quando duas pessoas podem ser inteiras, uma para com a outra, repeitando as diferenças pelo amor, protegendo-se mutuamente dos males da vida. Isso dá um sentimento de aceitação e pertencimento como uma Fortaleza.
Essa é a relação que se pode construir numa família.
Porque família não é empresa, não se mede o grau de aceitação pela "eficiência, status, aparência física". Na família há aceitação no simples fato de ser parte, ser amado.
Nisso está a grandeza do relacionamento que não pode ser banalizada nas redes sociais.
Sou transparente: choro se triste, rio se feliz, minha expressão facial acompanha o estado do meu coração... e compartilho vida (alegrias e tristezas, ganhos e perdas, um abraço, um gesto, uma palavra, mesmo uma raiva infundada e bobeirices... busco conselhos qdo julgo necessário pra tentar acertar - pq acredito que a experiência de alguns me dão um olhar sobre as minhas próprias inexperiências na tomada de decisão).
Alguns pensam-se autossuficientes.
Mas acredito que na multidão de conselhos há sabedoria.
Acredito que essa relação também percebe que é na Luz que temos comunhão.
Viver mascaradamente as vezes é temer por seus erros, querer ficar no escuro, onde o meu erro não é revelado. Outra dissimulação. O medo da não aceitação por causa "errante".
Perceber que sou amada por Deus sendo errante, me constrange. E me mostra a grandeza da aceitação com a qual sou amada e curada, e a qual tabém, preciso perceber ous outros ao meu redor.
O Bom conselho entra nessa história como uma forma de mostrar a outrem o enredo de sua vida e analisar à luz das escrituras com outras pessoas. Saber que as vezes a minha perspectiva pode estar errada. Perceber que não sou autossuficiente, que o olhar do outro pode acrescentar
dados às minhas decisões, e no caso de amigos espirituais e conselhos bíblicos, ajudam a perceber as coisas na perspectiva de Deus. O que Deus pensa a esse respeito que eu, por estar num turbilhão de emoções não consigo vislumbrar? Humildade.
Há grandeza no saber e poder conversar profundamente sobre vida em relacionamentos de "entranhas", nos quais o olhar diz muita coisa e a compreensão e o abraço sincero edificam a identidade pela aceitação.
Desculpa se incomodo, sou humana.
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